segunda-feira, 12 de maio de 2014

VI Jornada Brasileira de Hemoterapia

Os principais tópicos relacionados à medicina transfusional serão discutidos durante a VI Jornada Brasileira de Hemoterapia. O encontro será realizado em Fortaleza (CE), entre os dias 29 e 30 de agosto, sob a organização da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).
Os interessados podem efetuar inscrição online até o dia 11 de agosto. Após esta data, apenas no dia e local do evento, se houver vaga. A inscrição inclui participação nas atividades científicas e material de apoio (pasta, bloco, caneta e programação científica), crachá e certificado de participação. Confira aqui como se inscrever!

Temas:
Aférese transfusional, terapêutica e para coleta de células progenitoras hematopoéticas
Indicação e uso de concentrado de plaquetas
Indicação e uso de plasma
Indicação e uso de concentrado de hemácias
Terapia celular: esse é o futuro da transfusão de sangue?
Imunomodulação e sua importância em medicina transfusional: aspectos atuais
Reações transfusionais agudas
Reações transfusionais tardias
Uso de testes moleculares em imunohematologia eritrocitária
Suporte hemoterápico em pacientes com hemoglobinopatias
TRALI
Malária e medicina transfusional
Risco residual em transfusão
Indicadores de hemostasia importantes em medicina transfusional
Impacto da dengue sobre a prática hemoterápica
Cuidados imuno-hematológicos pré-transfusionais
Fisiopatologia e tratamento da sobrecarga de ferro em pacientes com anemia dependente de transfusão
Sangue novo ou sangue estocado?
NAT
Imuno-hematologia
HPN/Falências medulares

quarta-feira, 26 de março de 2014

Hemoce e Ibrapec abrem inscrições para jornada científica

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa Científica (Ibrapec) sediará entre os dias 7 e 10 de de maio, o II Pós ASH / TANDEM / EBMT e a XIV Jornada Cearense de Hematologia e Hemoterapia. O evento acontece no auditório do hemocentro coordenador (Rua Capitão Francisco Pedro, s/n) e é direcionado aos profissionais da área da saúde e acadêmicos.



Durante o evento, serão abordados temas como: LMA/SMO, LMC/Microfibrose, transplante, leucemia, medicina transfusional, aférese terapêutica e coleta automatizada de sangue, doença falciforme, dentre outros assuntos.
Os interessados em participar podem realizar sua inscrição no período de 26 de fevereiro a 30 de maio através do e-mail divulgacao2@arxeventos.com.br. Para mais informações, basta ligar para (85) 4011.1575 ou 3101.2274.


Investimento
- Médicos - R$ 150,00
- Estudante de graduação e profissionais do Hemoce - R$ 50,00
- Outros Profissionais da Saúde / Pós-graduandos: Residentes, Mestrandos e Doutorandos - R$ 80,00.

*É indispensável anexar um documento comprovando a situação de estudante. Em caso de reembolso ou cancelamento da inscrição, deve-se fazê-lo quinze (15) dias antes do início do evento. Lembrando que é descontado 20% referente aos encargos.

Instruções para Inscrição na Jornada
- O participante deverá preencher a ficha de inscrição (clique aqui)
- O pagamento será através de depósito bancário identificado na conta do banco Santander
- O participante terá cinco dias úteis para efetuar o pagamento da inscrição, caso não seja feito, a inscrição será cancelada.
- Enviar para a secretaria executiva, a ficha devidamente preenchida e o comprovante de depósito por e-mail (divulgacao2@arxeventos.com.br) ou fax (85) 4011.1575 ou 3101.2274.
- A inscrição só será confirmada com o envio da ficha juntamente com o comprovante de pagamento. Caso seja enviados apenas a ficha ou o comprovante, a inscrição ficará em aberto.
- Certifique-se de que o e-mail informado na ficha esteja correto, pois todas as informações sobre o evento serão enviadas para o mesmo.



O depósito deve ser realizado na conta bancária abaixo discriminada:
Nominal: Instituto Brasileiro de Pesquisas Científicas Maria Celina de Oliveira Correia
Banco: Santander
Agência: 4172 C/C: 13000373-9


segunda-feira, 17 de março de 2014

Coleta e Distensão de Sangue para Exame

Coleta de sangue

Para uma exata contagem de glóbulos e uma correta interpretação da microscopia, é necessário que o sangue seja coletado com anticoagulante adequado e entregue sem demora ao laboratório, afim de que não ocorram alterações nos artefatos. A identidade do paciente deve ser cuidadosamente conferida antes da coleta. Isso é feito pedindo-lhe que repita nome, sobrenome e data de nascimento; em pacientes de hospital, deve ser conferida a pulseira de identificação, que, além desses dados, possui um número de registro. Para diminuir a chance de erro humano, os recipientes devem ser previamente rotulados. O técnico que fará a flebotomia deve conhecer e seguir as recomendações para essa tarefa, incluindo as de identificação. Embora a identificação de pacientes costume, tradicionalmente, ser mais rigorosa no setor de transfusões de sangue, note-se que já foram feitos tratamentos equivocados devido a trocas de resultados de hemogramas, por isso
a necessidade de igual rigor na identificação em todos os setores. Identificação mais segura dos pacientes internados pode ser obtida por meio de dispositivos eletrônicos, em que um código de barras na pulseira de identificação é lido com um scanner manual.

Os pacientes devem sentar-se ou deitar-se de modo confortável e ser assegurados de que o procedimento provoca um desconforto mínimo, mas não de que seja indolor, porque não é. É preferível que os pacientes apreensivos fiquem deitados. Cadeiras de coleta por punção venosa devem ter braços ajustáveis, tanto por conveniência para o posicionamento do braço do paciente quanto para maior segurança, dificultando uma queda, se o paciente desmaiar. 

Sangue venoso periférico

No adulto, o sangue é geralmente coletado de veias da fossa antecubital (Figura 1) com agulha e seringa ou tubo a vácuo. A veia cubital mediana é a preferida, por ser mais grossa e fixada aos tecidos subjacentes, mas a cefálica e a basílica são igualmente satisfatórias. Outras veias do antebraço podem ser usadas, porém são mais móveis e difíceis de puncionar. As veias no dorso do pulso ou da mão têm fluxo escasso, e a punção facilmente provoca hematoma local; o mesmo ocorre na face anterior do pulso, onde a punção, além disso, é mais dolorosa e há mais risco de dano a estruturas vitais. Veias do pé não são pontos ideais para a
coleta de sangue, e raramente há necessidade de usá-las. Danos locais às vezes associados a punções venosas na fossa antecubital incluem lesão ao nervo cutâneo antebraquial lateral e punção arterial, ambas por engano; complicações são mais freqüentes à punção das veias basílicas do que das demais. Na necessidade de punção em veias do pulso, o risco é o dano aos nervos e artérias radiais ou ulnares. Punções das veias do pé podem complicar-se com trombose, infecção ou difícil cicatrização. 



Quando se escolhe uma veia, deve-se palpá-la para ver se é patente; neste caso, é macia e compressível. Uma veia trombosada não é compressível; palpa-se como um cordão. Uma artéria tem a parede grossa e pulsa. Se nenhuma veia for visível, o que é comum em peles escuras ou em pessoas obesas, deve-se procurá-las por palpação, com uso de garrote para distendê-las. Em caso de veias muito finas, aquece-se e bate-se delicadamente no braço para produzir vasodilatação e pede-se que o paciente abra e feche a mão algumas vezes. Deve-se considerar que têm sido cultivadas bactérias patogênicas de garrotes reusáveis; é prática prudente usar garrotes descartáveis, ao menos em pacientes sob alto risco de infecções. O braço do paciente deve ser posicionado no braço da cadeira de modo que a veia escolhida fique sob tensão e com mobilidade reduzida. Deve-se desinfetar a pele com etanol a 70% ou clorexidina a 0,5% e deixá-la secar, para não arder com a punção. O garrote deve ser aplicado com tensão suficiente para distender a veia, mas não a ponto de causar desconforto. Se for particularmente importante obter uma amostra sem hemoconcentração, por exemplo, em paciente com suspeita de poliglobulia, o torniquete deve ser liberado logo após a penetração na veia; na rotina, pode ser mantido até o fim da coleta. Embora recomende-se manter o garrote no máximo por 1 minuto, a hemoconcentração que provoca é mínima: 2% de aumento das cifras hematimétricas após 2 ou 10 minutos. O sangue pode ser coletado com agulha e tubo a vácuo (ver a seguir), ou com agulha ou butterfly (pequena agulha com aletas) com cânula e uma seringa. O butterfly é preferível para veias muito finas e locais difíceis. Agulhas de 0,9 e 0,8 mm de calibre são próprias para adultos, e de 0,7 e 0,6 mm, para crianças ou adultos com veias muito finas. Quando se usa seringa, deve-se mover previamente o êmbolo, ida e volta, para descolá-lo. Depois adapta-se a agulha à seringa, preferindo-se as de bico lateral, salvo quando de 5 mL ou menores. A proteção da agulha é removida e a agulha é inserida na veia, com o bisel para cima (Figura 2). Isso pode ser feito com um único movimento ou com dois movimentos, um para a pele e o outro para a veia, de acordo com a preferência do coletador e com a profundidade da veia. Com uma das mãos firmando a seringa para que a agulha não saia da veia, aspira-se o sangue tracionando o êmbolo com a outra mão, de modo a desenvolver mínima pressão negativa. Não se deve aspirar mais rapidamente do que a entrada do sangue na veia, pois a parede colaba sobre o bisel e estanca o fluxo. É importante sempre liberar o garrote antes de retirar a agulha ao completar-se a coleta. Em seguida, deve-se aplicar pressão digital sobre o local puncionado, com algodão ou gaze, mantendo-se o braço esticado, na horizontal ou um pouco elevado. O adesivo só deve ser colocado após pressão por tempo suficiente para o estancamento.



A agulha deve ser destacada da seringa antes de se expelir o sangue para o contêiner, caso este tenha tampa removível; é necessário cuidado para evitar ferimentos com a ponta. A agulha deve ser descartada em um receptáculo especial para objetos pontudos, sem recolocação do protetor. A amostra de sangue é expelida delicadamente no frasco ou tubo contendo o anticoagulante e é misturada com este, invertendo-se o tubo quatro ou cinco vezes. A ejeção violenta pode causar hemólise; evita-se, também, sacudir o tubo. A amostra é, então, rotulada com o nome do paciente e com os demais dados de identificação e/ou, dependendo da rotina do serviço, com um código de barras, também aplicado à requisição do exame e depois à lâmina com o sangue distendido. Os tubos não devem ser rotulados de antemão, longe do paciente, afim de evitar trocas. A hora da coleta deve ser anotada no rótulo; isso é importante para permitir que o médico relacione o resultado com as condições do paciente naquele momento e para o laboratório verificar que não tenha havido atraso indesejável entre a coleta e a execução do exame.
Quando o sangue é coletado em tubos a vácuo, o procedimento é essencialmente o mesmo. Uma agulha bipolar é acoplada em um suporte que facilita a manipulação para a punção venosa (Figura 3). Alternativamente, um butterfly pode ser acoplado a um tubo a vácuo por meio de um adaptador. Uma vez penetrada a veia, o tubo a vácuo é introduzido no suporte e pressionado para a frente; a ponta traseira da agulha fura a rolha e o sangue é aspirado para o tubo (Figura 4). Os tubos a vácuo são muito convenientes quando são necessárias amostras múltiplas; nestes casos, vários tubos são aplicados sucessivamente. Todos os tubos devem ser estéreis. Para crianças e pacientes com veias muito finas, devem ser escolhidos tubos pequenos, com menor rarefação, para evitar que a aspiração excessiva faça colabar a veia. Uma vez cheios os tubos necessários, a agulha é retirada da veia, ainda ligada ao suporte. Para evitar ferimentos com a ponta da agulha, esta deve ser removida do suporte com um dispositivo de segurança específico para esse fim, ou então o suporte deve ser jogado fora com a agulha.





Quando se usa uma seqüência de tubos, o anticoagulante de um pode contaminar o subseqüente. A heparina interfere nos testes de coagulação; o ácido etilenodiaminotetracético (EDTA), na dosagem de cálcio; e o fluoreto, nos testes de hematologia. Recomenda-se,  por isso, seguir a seqüência preconizada apresentada na tabela abaixo:


Se forem necessárias uma amostra grande ou várias pequenas, e não se estiver usando um sistema de tubos a vácuo, o sangue pode ser coletado com um butterfly fundido em um delicado tubo flexível. A extremidade livre do conduto pode ser afixada sucessivamente a várias seringas. Essa técnica é muito útil para crianças e para punção de veias finas e difíceis. Nunca se deve coletar sangue acima de um local de infusão venosa, pela possibilidade de diluição. A punção abaixo, entretanto, não costuma causar imprecisão significativa.

“Sangue capilar”

Em bebês, lactentes e adultos com veias muito difíceis, pode ser necessária a coleta de sangue por picada na pele. O sangue “capilar”, mais provavelmente arteriolar, pode ser obtido de ferimento provocado com uma lanceta na superfície plantar do calcanhar (aquecido e desinfetado) em bebês e crianças com menos de dois anos, na face plantar do grande artelho em crianças de até dois anos e em um dos dedos em crianças maiores e adultos.



A Figura 5 mostra o local próprio para a picada do calcanhar em bebês ou lactentes; as faces laterais e posterior devem ser evitadas, porque o osso subjacente está muito próximo. Em pacientes maiores, são preferíveis as superfícies palmares das falanges distais dos dedos, excluindo-se o quinto; a picada do lóbulo da orelha deve ser evitada, porque, se o paciente tiver um defeito hemostático, será difícil aplicar pressão local para o estancamento. A superfície palmar da falange distal é o local preferido do dedo, pois o osso está mais próximo à pele nos demais segmentos. O dedo médio ou o anular da mão não-dominante são os preferidos, pois doem menos que o indicador. Em adultos, a picada deve ultrapassar 1,5 mm de profundidade para atingir a junção entre a derme e o subcutâneo, ou seja, a zona mais vascularizada, de onde o sangue flui livremente. Lancetas usadas para bebês a termo não devem exceder 2,4 mm, pois essa é a profundidade da pele ao osso calcâneo. Lancetas mais curtas estão disponíveis e devem ser preferidas para prematuros. Deve ser evitada a repetição de picadas em um mesmo local, pelo risco de infecção.
Amostras capilares devem ser obtidas de áreas aquecidas para aumentar o fluxo de sangue. Se a área estiver fria, deve ser aquecida com uma compressa impregnada com água aquecida (a não mais de 42°C). A pele deve ser desinfetada com isopropanol a 70% e seca com gaze estéril, pois traços de álcool podem causar hemólise. A primeira gota de sangue pode estar diluída com fluidos teciduais e deve ser removida com gaze estéril. Uma pressão delicada favorece a saída do sangue, mas a compressão enérgica, massageando-se a área, é inaceitável, porque dilui o sangue com fluidos teciduais. O sangue capilar pode ser coletado em pipetas reutilizáveis, de vidro (não recomendadas pela necessidade de limpeza e esterilização), ou em tubos capilares de vidro. Tubos capilares com EDTA são satisfatórios; tubos heparinizados são inadequados para hemograma, porque a heparina altera a morfologia e a coloração dos glóbulos. Contagens de plaquetas em sangue capilar apresentam resultado mais baixo do que em sangue venoso; outros parâmetros também variam. A precisão da dosagem de hemoglobina em gota única de sangue capilar é insatisfatória; recomenda-se que várias gotas sejam coletadas em tubo com EDTA.

Anticoagulantes

O anticoagulante preferido para hemograma é um dos sais do EDTA. Têm sido usados o K2EDTA, o K3EDTA e o Na2EDTA. O recomendado é o K2EDTA, tanto em forma seca como em solução, em concentração final entre 1,5 e 2,2 mg/mL. A solução tem a vantagem de permitir uma mistura mais rápida e uma menor freqüência de coagulação indesejada; em tubos a vácuo, a parede é coberta pelo EDTA, e a mistura lenta não é problema. Ao usar-se o EDTA em solução, algumas determinações são afetadas pela diluição, principalmente se for coletado um volume escasso de sangue. O excesso de EDTA tem efeito prejudicial na morfologia dos eritrócitos em distensões coradas. O Na2EDTA é menos solúvel do que os sais potássicos; o K3EDTA causa desidratação dos eritrócitos e baixa o micro-hematócrito.

 Tubos de coleta

Do ponto de vista da sua constituição, o sangue é considerado como um sistema complexo e relativamente constante, constituído de elementos sólidos (células sanguíneas), substância líquida (soro ou plasma) e elementos gasosos (oxigênio e gás carbônico). Embora não seja necessário conhecer todos os detalhes sobre os procedimentos analíticos dos testes, é essencial conhecer o tipo de amostra necessária para cada tipo de análise.

Tipo de Análise - Tipo de Amostra

Bioquímica e Sorológica - Soro ou plasma
Hematológica - Sangue total com EDTA
Glicêmica - Plasma com fluoreto de sódio
Coagulação - Plasma com citrato de sódio



Cada tipo de amostra deve ser coletada em um tubo específico para cada tipo de análise, sendo de extrema importância conhecê-los para a realização de uma coleta de material biológico. O material colhido em recipiente inadequado será rejeitado e descartado pelo laboratório pois não terá validade para a realização da análise. Todos os tubos deverão ser homogeneizados  imediatamente após a coleta. Deve-se invertê-los de 5 a 8 vezes, suavemente. Tubos homogeneizados inadequadamente poderão conter pequenos coágulos sanguíneos que diminuirão a utilidade do tubo.

DEVE-SE RESPEITAR RIGOROSAMENTE O VOLUME CRÍTICO DE AMOSTRA INDICADO PARA CADA TIPO DE RECIPIENTE

Quando o paciente tiver apenas exames de coagulação, deverá ser coletado primeiro um tubo de descarte. Isso é devido ao fato de o primeiro fluxo de sangue coletado conter os fatores de coagulação, principalmente a protrombina, o que altera os resultados.
  • Análises de Coagulação
 
Quando se pretende fazer análise de coagulação, deverá ser colhida uma amostra de plasma (CITRATO DE SÓDIO). Esta será obtida através da coleta em tubo de citrato de tampa azul. Este tubo contém Citrato de Sódio, o sangue colhido com anticoagulante deve ser cuidadosamente homogeneizado por inversão de 5 a 8 vezes para evitar hemólise e a coagulação do sangue.

  • Análises Bioquímicas e Sorológicas
 
Quando se pretende fazer análise bioquímica ou sorológica, deverá ser colhida uma amostra de soro. Esta será obtida através da coleta em tubo sem anticoagulante para que ocorra o processo de coagulação. Portanto, a coleta deve ser feita no tubo de tampa vermelha sem gel ou no tubo de tampa amarela com gel. Estes tubos contêm ativador de coágulo e deve-se, imediatamente após a coleta, homogeneizá-los por inversão de 5 a 8 vezes para evitar hemólise, manter em repouso na posição vertical por 30 minutos para retrair o coágulo e seguir a centrifugação a 3.000 rpm durante 10 minutos.


  • Análises Bioquímicas
 
Quando se pretende fazer análise bioquímica, gasometria ou outros exames, deverá ser colhida uma amostra de plasma (HEPARINA). Está será obtida através da coleta em tubo de heparina de tampa verde. Este tubo contém Heparina, o sangue colhido com anticoagulante deve ser cuidadosamente homogeneizado por inversão de 8 a 10 vezes para evitar hemólise e a coagulação do sangue.


  • Análises Hematológicas
 
Quando se pretende fazer análise hematológica, deverá ser colhida uma amostra de sangue total (EDTA). Esta será obtida através da coleta em tubo de EDTA de tampa roxa. Este tubo contém anticoagulante específico para evitar a coagulação. O sangue colhido com anticoagulante deve ser cuidadosamente homogeneizado por inversão de 5 a 8 vezes para evitar hemólise e a coagulação do sangue.


  • Análises Glicêmicas
 
Quando se pretende fazer análise de glicemia, deverá ser colhida uma amostra de plasma (FLUORETO DE SÓDIO). Esta será obtida através da coleta em tubo de tampa cinza. Este tubo contém fluoreto de sódio com EDTA, o sangue colhido com anticoagulante deve ser cuidadosamente homogeneizado por inversão de 5 a 8 vezes para evitar hemólise e a coagulação do sangue.


Preparo de distensão de sangue

A distensão de sangue para exame microscópico pode ser feita de sangue sem anticoagulante (sangue nativo) – venoso ou capilar – ou de sangue anticoagulado com EDTA. A quelação do cálcio pelo EDTA impede a agregação plaquetária, fazendo com que as plaquetas se distribuam de modo homogêneo na distensão e seu número possa ser estimado à microscopia (Figura 6). Distensões de sangue capilar mostram agregação plaquetária proeminente (Figura 7) e de sangue venoso nativo mostram pequenos agregados (Figura 8). Distensões de sangue nativo venoso ou de sangue capilar são isentas de artefatos provocados pela conservação e pelo anticoagulante. Alguns laboratórios ainda usam essas distensões como rotina; entretanto, o uso é obrigatório para investigar alterações como a crenação dos eritrócitos ou a agregação de leucócitos ou plaquetas, que pode ser induzida pela conservação ou pelo EDTA. Por outro lado, distensões feitas quando o sangue anticoagulado chega ao laboratório têm a vantagem de mostrar artefatos que influenciarão a validade dos resultados dos contadores eletrônicos, como a presença de filamentos de fibrina, agregados plaquetários ou crioaglutinação dos eritrócitos. 





Distensão manual em lâmina

As lâminas de vidro devem estar limpas e desengorduradas; não podem ser porosas, pois isso aumenta a coloração de fundo. É necessária uma lâmina distensora com quinas cortadas para que a distensão seja mais estreita do que a lâmina. Se for prevista uma cobertura com lamínula, a lâmina distensora também deve ser mais estreita do que a lamínula, para que esta cubra os bordos da distensão e seja facilmente examinada ao microscópio. 
O laboratorista que distende as lâminas deve usar luvas. Uma gota de sangue (nativo ou anticoagulado) é colocada próximo à extremidade da lâmina. Sangue anticoagulado, de frascos com rolha, pode ser retirado com um tubo capilar descartável. Há um bico plástico próprio para perfurar a tampa dos tubos a vácuo e obter a gota de sangue. A lâmina distensora é aplicada a um ângulo de 25° a 30° na frente da gota de sangue e recuada até tocá-la (Figura 9). Uma vez espalhado o sangue ao longo da borda posterior da distensora, esta é impelida para a frente com um movimento suave e uniforme, de modo a distender uma fina película de sangue sobre a lâmina. Se o ângulo da distensora for muito obtuso, ou o movimento muito rápido, a distensão será muito curta. A técnica de distensão deve produzir uma película de sangue com uma cauda reta; uma distensão em forma da impressão de um polegar fará o observador mover-se de uma área ótima para identificação das células para outras áreas demasiadamente espessas. É importante limpar a distensora com um pano seco ou com gaze após cada utilização, caso contrário poderão ser transferidas células de uma distensão para outra. À medida que as distensões são feitas, devem ser rotuladas com o nome do paciente e a data, ou com um número de identificação. 
Posteriormente as lâminas, dependendo do intuito, passarão pelo processo de fixação e coloração.





Veja o vídeo que mostra como realizar um esfregaço sanguíneo:








Referência utilizada

Grupo Artmed





sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Hematologia do HUWC oferecerá II curso Pós ASH/ TANDEM/ EBMT

Em maio, o Serviço de Hematologia do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (HEMOCE) lançará a segunda edição do curso Pós ASH/ TANDEM/ EBMT para médicos, acadêmicos e outros profissionais da saúde.

O evento científico tem como objetivo promover os conhecimentos de atualização dos principais congressos internacionais em Hematologia e Transplante de Medula Óssea. Trata-se de uma atualização de três (3) congressos mundiais: o americano de hematologia (ASH), o americano de transplantes (TANDEM) e o europeu de transplantes (EBMT). Destina-se aos profissionais da área de saúde e oferece palestras, conferências, discussão de casos clínicos e simpósio satélite. Serão abordados doenças hematológicas e onco-hematológicas e terapias relacionadas, como transplante e terapias celular I e II. Ao final do curso, os participantes receberão certificado.

O curso Pós ASH/ TANDEM/ EBMT já tem data definida, acontecerá nos dias 07 a 10 de maio de 2014, no auditório do HEMOCE. Em breve será divulgada a programação e o período de inscrição.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Hemoce lança campanha em comemoração aos 30 anos de funcionamento

O mês de novembro é de comemoração. Há 30 anos o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará - Hemoce, ao lado dos doadores voluntários, começou a escrever a sua história. Proporcionando um atendimento de excelência à população, o Hemoce, através do seu incansável trabalho diário, ajudou a salvar milhares de vidas. Também em novembro, no dia 25, é comemorado o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue. Por conta dessas duas datas, o Hemoce organizou um mês com uma programação especial para os doadores voluntários, pacientes e seus familiares.

Nesta terça-feira (05/11), acontece a cerimônia de lançamento da campanha intitulada EU ME IMPORTO: SOU DOADOR DE SANGUE. O evento terá inicio às 10h, na Recepção do Doador (entrada pela Av. José Bastos, 3390, Rodolfo Teófilo), com uma homenagem ao humorista João Neto, o Zé Modesto, e a presença de Bené Barbosa, o Papudim. O evento terá inicio com a apresentação do coral do Hemoce, o Hemocanto, e finalizará com o show de humor do Zé Modesto.

Também fazem parte do quadro de atividades organizadas pelo Hemoce as coletas durante todos os domingos de novembro no Hemocentro Coordenador, das 7h às 13h, buscando facilitar a vida dos doadores voluntários que não tem tempo de doar durante a semana. Neste período, O Posto de Coleta do IJF não terá atendimento aos domingos.

O Hemoce

No dia 23 de novembro de 1983 a primeira doação de sangue foi realizada na sede do Hemocentro Coordenador em Fortaleza. O primeiro doadorvoluntário foi José Calls Gaspar Júnior ou Dr. Cals, que era na época chefe do setor de Sorologia do Hospital Universitário Walter Cantídio.

A partir desse histórico dia, o número de transfusões aumentou, o Hemoce ampliou seus serviços e se tornou o responsável pela atuação em âmbito estadual, no que se refere a Hemoterapia e Hematologia.  Hoje, o  Hemoce possui quatro Hemocentros Regionais (Sobral, Crato, Iguatu e Quixadá), e um Hemonúcleo em Juazeiro do Norte.

Além das doações de sangue e  de proporcionar tratamento para pessoas que possuem algum tipo de coagulopatia hereditária ou hemoglobinopatias, o Hemoce, desde o ano 2000, é responsável pelo cadastro de possíveis doadores a medula óssea, contabilizando 120 mil pessoas cadastrados no Registro Nacional de Medula Óssea (Redome). Em 2008 começou a realizar o transplante autólogo de medula, em parceria com o Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), e esse ano, o Ministério da Saúde autorizou a realização do transplante de medula alogênico.

A hemorrede é responsável pelo atendimento de mais de 8 milhões de pessoas distribuídas nos 184 municípios, através de 307 hospitais e 10 clínicas de hemodiálise, alcançando a marca de 120 mil transfusões por ano.
 

Serviço: Lançamento da campanha de doação de novembro
Local: Hemocentro Coordenador - Av. José Bastos, 3390 - Rodolfo Teófilo
Horário: 10h


marca eu me importo 2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Agradecimento aos doadores.



Temos a honra e o prazer de agradecer imensamente a participação efetiva dos estudantes, da Faculdade Maurício de Nassau, na doação de sangue. Tivemos a participação de alunos de todos os cursos, além de funcionários da Faculdade. Os números superaram as expectativas de toda a Organização do evento; a quantidade de sangue doado e os cadastros de medula óssea contribuirão para o tratamento e recuperação de mais de 350 pessoas. Sinceramente, não encontramos palavras para agradecer tamanho gesto de amor e solidariedade para com o próximo!
A sensação de poder ter ajudado é o melhor presente que poderíamos ter ganhado! Foi sem dúvidas, uma ação brilhante e de muito sucesso!
Agradecemos também a todos que mesmo não podendo doar mostraram boa vontade. Nosso muito obrigado!!! MUITO OBRIGADO MESMO!!! VOCÊS SÃO OS NOSSOS HERÓIS!!!
Agradecemos também aos nossos Professores Orientadores: Jannison Ribeiro, Rui Callou e Cláudio Costa. A todo apoio recebido pelo Projeto Bibimed, aos colegas de curso e aos amigos que fizemos pelo caminho. A jornada é longa...e a batalha continua!!! Contamos com vocês para a próxima ação!!!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Nassau Solidária

A HEMOLIGA NASSAU, com apoio da Faculdade Maurício de Nassau, juntamente com o HEMOCE, irão promover dia 31 de outubro de 2013 o evento NASSAU SOLIDÁRIA. Neste momento convidamos todo o corpo docente, discente e colaboradores da Faculdade a se juntar nessa corrente de solidariedade em prol do banco de sangue do HEMOCE e do banco de doadores do REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea). 
Contamos com a presença de todos para fazer um belo evento e mostrar que SOLIDARIEDADE e ATITUDE correm nas nossas veias!